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A reparação do meu iPhone

Pois foi. Precisei de recorrer de novo a um serviço de reparação. Há já algum tempo tive de o fazer porque a bateria do meu iPhone inchou. Agora foi porque parti o vidro (e não foi a ligar para o céu!).

Gosto daquelas capas livrinho que têm uma tampa a proteger o ecrã. E usei durante muito tempo. Das vezes que caiu ao chão, nunca houve problema, o que quer dizer que sempre protegem alguma coisa.

Mas há pouco tempo comprei uma capa para carregamento wireless e lá reformei a capa-livro que já estava em más condições.

Resumindo a história, caiu ao chão em pouco tempo e, seguindo a lei de Murphy, com o video para baixo. Quando o virei até me assustei. Todo estilhaçado. Não cheguei a tirar foto porque faltava outro telemóvel…

Entretanto, quase uma semana depois – porque ele funcionava bem – lá o levei à loja de reparação na hora de almoço de hoje. E esta foi a reflexão que escrevi enquanto esperava…

O que mais me custou não foi deixar lá o aparelho que me faz facilmente companhia num almoço a sós em lugar público. O que me custou foi ter de dar o código de desbloqueamento do aparelho que guarda uma boa parte da minha vida!

Estão lá emails – só de uma conta, é verdade – projetos, metas e sonhos desmontados em passos realizáveis, desafios, ideias para artigos e videos, mas também passwords… Um pensamento de alívio: para aceder às passwords é precisa a minha impressão digital ou uma palavra-chave daquelas bem difíceis! Alívio.

Redes sociais? Sem problema.

Fotos? Um pouco pior, mas demoraria muito tempo a explorar o repositório de muitos anos de recolha de imagens e momentos…

Agenda: pior! Tem os nomes dos meus clientes nas marcações. Mas também… podem ser clientes de qualquer tipo de serviço. E está tudo em separado… Menos mal.
Mas confesso que me incomoda.

Desliguei o telemóvel de propósito para o entregar na mão do técnico e vê-lo ligá-lo logo a seguir trouxe a primeira preocupação.

2º Momento

“Está pronto daqui a 30 minutos.”
E agora? Como é que vou controlar o tempo?
Acabei de deixar o meu relógio a consertar o vidro, pensei.

Pela rua ainda é fácil ir vendo os relógios das farmácias e nas paragens de autocarro, mas dentro de um centro comercial não é tão simples. Posso procurar uma relojoaria… Posso perguntar a quem passa, mas também não sei que horas eram quando o lá deixei! Fiquei completamente presa no detalhe do código.

Almoço primeiro e vou lá depois. Decidido. Demoro mais de meia hora, mas já estará pronto. No entanto, dá-lhes mais tempo para bisbilhotar, se não tiverem muito que fazer!

Depois pensei, porque lhes estou a dar tão pouco crédito? Lá terão a sua ética profissional, obviamente! Porque estava à defesa… a defender o meu território, mesmo que virtual.

Que stress! E pelos motivos menos prováveis! Ou será que são? Compreendo-os, mas não costuma ser o meu registo. Stress na mesma.

E o código de desbloqueio ficar registado na ficha do computador? Também não gostei. Claro que a primeira medida pós arranjo será mudar o código!

A opção era fazerem a verificação da reparação apenas no levantamento e foi me dito que se não estivesse tudo bem teria de demorar mais um bocado para corrigir. Apesar das minhas hesitações, foi o que pesou mais na balança, já que tinha o tempo contado para voltar às minhas consultas.

Oh my!

Pensei que deveria haver uma espécie de termo de responsabilidade por parte da casa no que diz respeito à informação sensível contida nos telemóveis que lá ficam para arranjo.

Confesso que a ideia de fazer um reset da conta para o levar à loja não me agradou, mas teria sido a opção ideal.

De modo que, se precisares de reparar o teu, prepara-te antes para não precisares de decidir sob pressão no momento.

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