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O meu primeiro furo

E não foi jornalístico!

Continuando com o tema automobilístico, na semana passada tive o meu primeiro furo no carro.

Já me tinha perguntado muitas vezes se seria capaz de mudar um pneu sozinha, mas nunca tinha sido preciso. E estou grata por nunca ter sido preciso antes porque foram 20 anos a conduzir sem mudar um único pneu.

Já tive 4 carros, para além dos quais conduzi regularmente outros tantos, sem mudar um pneu. Ao todo passaram-me pelas mãos pelo menos 22 carros (os que recordo neste momento) sem mudar um pneu que fosse. Sinto-me muito grata por isso.

Já me aconteceu abrir-se o capô de um carro em plena autoestrada (sem acidentes), já rebentou um tubo de água e vi fumo por todo o lado (também em autoestrada) e até fiquei uma vez sem gasolina, mas tudo sem precisar de mudar um pneu. 🙏

Para tudo há sempre uma primeira vez, certo?

furo_no_carro

Ao entrar no garrafão da ponte 25 de Abril, notei um som diferente na dianteira direita e a direção a fugir. Mau, pensei, assim que sair da ponte encosto no parque. Não deu.

A meio da ponte fiquei sem ar no pneu e avancei devagar e de 4 piscas ligados. Tentei chegar ao tal parque, mas não queria danificar a jante e aumentar o estrago. Parei assim que deu.

Primeiro entrave: parafuso que mantém o pneu sobresselente na sua posição. Onde encontrar a chave para o tirar?

Segundo desafio: encontrar o macaco. No carro anterior este vinha sob o capô. Neste não. O que vale é que o manual do carro só não troca o pneu por nós – e já agora não diz como o macaco funciona, porque eu até tinha uma ideia, mas estava preso e não rodava e eu já pensava que aquilo era xpto!

Quarto desafio (descobrir como o macaco funcionava foi o terceiro): desaparafusar o pneu.

E eu que fiquei toda contente quando consegui desaparafusar o primeiro perno – o da porca de segurança. Pensei, afinal consigo. Passei ao segundo, bolas! E força? Mas porque é que os aparafusam com a máquina se na estrada tem de ser tirado à força de braço?

Claro que dei saltos em cima daquilo, que não ia confiar só na minha força braçal. Mas como sou peso pluma, não avancei um milímetro que fosse.

E pronto, fiquei-me por ali. Desafio não superado.

Afinal não fui capaz de mudar um pneu sozinha. O que vale é que o maridão apoiou. Eu fazia o mesmo, disse ele, é para isso que serve a assistência em viagem.

Certo. Concordo. Embora tivesse um desejo secreto (no longer) de conseguir superar um desafio, cuja falha é tradicionalmente associada à mulher. Oh well! Fico-me por consegui-lo noutras áreas.

Mas ainda nesta situação, há algo de que me orgulho: ter permanecido em estado zen, mesmo tendo um furo a caminho do hospital para ir buscar a minha mãe, que tinha tido alta e estava à minha espera para almoçar já do lado de fora. E ainda tinha marcações da parte da tarde.

Apesar de tudo, diria que correu bem.

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