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Descoberta da semana

Uns dizem que todos os dias (ou semanas) são iguais, outros que são todos diferentes. Eu recaio mais neste segundo grupo. Cada momento, menor ou maior, é único e um novo momento, de possibilidades infinitas. Como escolhemos preenchê-lo?

Se experimenta mais vezes o primeiro tipo de pensamento, começando o dia dizendo “E começa tudo outra vez!”, lanço-lhe um desafio. Depois de acordar e se espreguiçar como se quisesse crescer tudo nesse momento, diga para si mesma “Ah. um novo dia! O que escolho fazer hoje? Como quero fazê-lo?”. E se o seu trabalho é fora de casa, com horário definido e lhe apetecia ficar dentro das suas portas ou ir passear, o seu primeiro pensamento é capaz de ser algo como “se eu pudesse escolher, fazia algo bem diferente, mas tenho de…”.

Familiar? Mas tendo em conta que quer trabalhar porque na realidade está a trabalhar para si e para as suas coisas (afinal para que serve o dinheiro que recebe no final do mês?), como escolhe fazê-lo? Com que postura? Porque se existem alternativas, cujos resultado lhe são mais benéficos e/ou prazeirosos, se calhar precisa de redefenir prioridades.

Mas, ia a dizer que termina uma semana e entra outra. E nunca me cheguei a decidir se o Domingo seria o último dia da semana, porque faz parte daquilo a que chamam fim de semana, ou se seria o primeiro, uma vez que segunda-feira implica segundo dia. Percebe onde quero chegar? Até porque é no final que se preparam os princípios.

Então, mesmo que a rotina seja a mesma de uma semana para a outra, todos os momentos possuem particularidades únicas e a possibilidade de nos permitir passar pelos mesmos de novas formas. E assim fazemos descobertas e aprendemos, mesmo nos momentos mais insuspeitos. E nos últimos meses (resolução do início do ano) tenho estado mais atenta às aprendizagens, descobertas, assim como aos pequenos prazeres, para os registar e prevenir que me passem ao lado.

Esta semana que passou recolhi, num ficheiro de texto, todas as publicações do projeto 31 dias de organização em casa, para poder disponibilizar para download todas as dicas reunidas. Tenho, assim, andado de volta da edição deste ficheiro nos tempos livres. E neste processo confirmei uma descoberta que ando a digerir de alguma forma. Não o descobri agora, daí ser uma confirmação, mas surpreendi-me verdadeiramente com a quantidade de smileys e de pontos de exclamação que uso ao escrever. Bolas! (e lá vai outro)

206 smileys em 31 posts! E 630 pontos de exclamação! Claro que são 24.458 palavras, mas mesmo assim! Quanta expressividade!

Agora vou voltar a conter-me. Até porque muitos defensores da gramática e o seu bom uso recomendam moderação. Como diz o escritor Elmore Leonard:

[bctt tweet=”Mantenha os seus pontos de exclamação sob controlo.”]

Mais ainda: “É-lhe permitido usar apenas 2 ou 3 por cada 100.000 palavras de prosa.”

bola com smiley triste

Entretanto, após o choque inicial, há que deitar contas à vida, neste caso aos pontos, e repensar se o uso que lhes dou será o adequado aos objetivos. Compreendo que tenho usado de uma expressividade excessiva na escrita e dou comigo a fazer um smiley junto ao nome quando assino um recado no tradicional papel. (e aqui colocaria um ponto de exclamação e um smiley com a língua de fora)

Objetivos. Certo. Para mim o ponto de exclamação não é um levantar de voz, simplesmente porque posso comunicar entusiasmo ao contar uma novidade em tom de cochicho junto da orelha de alguém. Indica uma elevação do tom no final da frase, mas não necessariamente do volume. Desta forma, este sinal de pontuação comunica o meu entusiasmo em algo e devo confessar que me entusiasmo com facilidade.

Ainda assim, sinto a necessidade de refrear os meus impulsos, pois tudo aquilo que se torna automático (leia-se habitual) acaba por transbordar para as restantes áreas da vida, o que pode não ser adequado.

Assim sendo, a partir de hoje, pode contar com uma redução significativa nos pontos de exclamação e no uso de smileys. Assim como, para breve, as dicas reunidas e remodeladas em pdf, para ler todos os tópicos que quiser com o mínimo de cliques. (aqui consegui parar a mão antes dos dedos tocarem o teclado para uma piscadela) Deste lado: progressos.

Qual foi a sua descoberta da semana?

 

2 Comments

  1. Fabiana Tardochi

    Oi Sofia, (eu já ia colocar um ponto de exclamação rs)

    Eu também tenho escrito com alguns excessos de exclamações e emoticons. Não tinha parado para pensar até agora quando li seu post.
    Todos os dias a gente descobre algum coisa. Só que não estamos prestando atenção aso acontecimentos. Está tudo uma correria desenfreada.
    Mudei minha vida e algumas atitudes quando resolvi me dedicar 100% à maternidade. Hoje meus filhos estão quase criados, eu poderia voltar ao mercado de trabalho, mas fiz a opção de continuar como dona de casa e mãe. Eu aprendo todos os dias com eles.

    Um beijo e obrigada pela visita.

    Fabiana Tardochi

    • Sofia Morgado

      Oi Fabiana! (aqui vou continuar com a exclamação porque uma partilha é sempre um entusiasmo para mim, mas vou conter o smiley)
      O potencial de aprendizagem no dia-a-dia é imenso mesmo. Nós é que aprendemos a ir em excesso de velocidade. rs
      Com as crianças então, o potencial aumenta. Eles aprendem, mas também ensinam. Se deixarmos, com eles reaprendemos a questionar o mundo a que nos habituámos e mesmo os próprios porquês. rs Redescobrimos o riso, a brincadeira e deixamos que a nossa criança interior respire um pouco mais. Para além da responsabilidade e tal.
      Não tenho filhos, mas aprendo com os filhos do coração e os filhos dos outros. Se já assim aprendo, imagino com crianças em casa no dia-a-dia! Como compreendo a sua opção.

      Beijo e boa semana!

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