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Feliz Dia do Programador!

Bom dia!

Hoje é o Dia do Programador, o que me traz tantas memórias…

Recordo-me que por volta dos 13 anos (para aí em 1987) os meus pais me ofereceram um curso de BASIC! Pois é. Sempre gostei destas coisas.
Não tinha computador, é claro. Eram outros tempos. Mas o meu pai tinha um Timex 2068.

Aquilo era um espectáculo!

Tinha cartridges com um editor de texto e outro software qualquer e tinha o famoso gravador de cassetes para carregar os jogos. Só tínhamos de escrever Load “”, carregar no enter e no botão de play do gravador! Depois vinha a “música” e, se tudo corresse bem e a cabeça do gravador não estivesse a precisar de afinação, uns minutos depois tínhamos o jogo carregado no monitor preto ou verde. O nosso era a televisão, não tínhamos monitor.

Não jogávamos muito porque o computador era do pai e não dos filhos, mas lá nos íamos divertindo de vez em quando. Os nossos jogos preferidos eram o Falcão Negro, o Bomb Jack, o Chucky Eggs I e o II. Mas havia mais um ou outro que integravam o nosso top e que agora não me lembro.

No entanto, eu gostava muito de usar o editor de textos e escrever. Gostava do computador para mais do que apenas jogos, daí a oferta do curso de BASIC.

Fui experimentando os exercícios desse curso e ia-me deliciando ao ver nascer qualquer coisa introduzindo mais umas linhas de código no DOS. Eram basicamente aqueles joguinhos da cobra no meio dos obstáculos ou da bola e a plataforma que tinha de a apanhar. Acho que só vai perceber do que estou a falar, quem conhece os programas/jogos. Mas também eram sequências de perguntas e respostas ou uma espécie de macros para que o computador fizesse alguma coisa – como nos cumprimentar pelo nome – quando lhe déssemos um comando. Era giro!

Depois o meu pai pediu-me para lhe fazer um programa que calculasse as horas de trabalho que ele ia fazendo e assim fiz. E ele usava-o! Senti-me tão orgulhosa.

Mais tarde, noutra escola, passava os intervalos na sala do Projecto MINERVA. Aí já não haviam gravadores de cassetes, mas haviam disquetes 5 1/4” e de 3 1/2”.

Era outro mundo. Estava lá sempre batida.
Mas aí só jogava um único jogo e de vez em quando. Acho que era o Sims ou outro do género, em que tínhamos de construir uma metrópole. De resto, usava basicamente o editor de texto para escrever cartas para as amigas, para os trabalhos da escola e as minhas histórias. Lembro-me que tinha o PrintMaster sempre comigo numa disquete de 3 1/2″ para imprimir as capas dos trabalhos e outras coisas mais.
Mas continuava a brincar com o MS-DOS.

Mais tarde, talvez com os meus 18 ou 19 anos, comprei um teclado e um rato em segunda mão – sempre eram mais baratos do que o computador em si, certo? 😉
Para o resto tinha de juntar mais dinheiro, mas já não me faltava tudo.

Depois, para aí em 1997 o meu irmão comprou um computador e nessa altura ele estava a viver comigo. Ou seja, antes dele chegar do trabalho tinha sempre um tempo para brincar um pouco. Geralmente fazia umas brincadeiras para ele ver quando chegasse. Algo com o nome dele e algumas acções. Não me recordo exactamente o quê, nem em que tipo de software, mas era algo parecido com a linguagem Basic. Era um programa que ele usava no trabalho – ele programa robots. Só que naquela altura já era um monitor a cores, as disquetes eram todas das pequenas, mais os cds, e o Sistema operativo já era o Windows – acho que o 3.11.

Depois divertia-me nos intervalos do trabalho. Geralmente, na hora de almoço escrevia as cartas para as amigas.

Por volta do ano 2000 comprei o meu primeiro computador – não me recordo exactamente quando. Que entusiasmo! O meu primeiro bebé! 🙂
Foi o delírio total, as noites começaram a esticar e tornei-me ainda mais noctívaga do que já era!
O namorado que tinha na altura dizia-me que era por ser novidade e que em breve me cansaria! Catorze anos depois ainda não me cansei de criar, aprender, produzir e divertir com recurso ao computador.

Quando comprei esse computador, comprei um pacote de acesso à internet e a IP oferecia umas aulas sobre criação de redes, internet e páginas pessoais. Comecei então a navegar pela net e a aprender html. E criei a minha primeira página. Era o terapias.web.pt.

Atrás dessa vieram outras duas: O Prendas & Cia e outro parecido, para venda de produtos. Depois o maridão sugeriu-me transformar o meu site pessoal num portal, já que este estava a assumir uma nova forma e ajudou-me a migrá-lo para uma nova plataforma e o terapias transformou-se no Universo de Luz. Como passei a usar o php-nuke, foi o início de uma nova aventura e comecei a aprender php. Não era tão diferente assim das linguagens que já conhecia, pelo que fui aprendendo, adaptando, traduzindo, criando módulos e avançando.

Aproveitando o balanço criei um blog em php, usando o serendipity porque o sapo – onde tive o primeiro blog alojado, tinha muitos “soluços”.
Entre a criação de outros blogs e sites pelo caminho, aprendi também um pouco sobre flash para o meu site pessoal: sofiamorgado.net.
Uma espreitadela sobre as presenças que fui criando online, quer para mim, quer para outras pessoas…

 

Agora, estou a reformular este blog – pois é! E vou mudar de plataforma. Embora não tenha problemas com o blogger e tenha mais blogs por aqui, quero outras funcionalidades e prefiro ter maior controlo sobre todo o processo. Por isso instalei o wordpress no servidor onde tenho os meus sites e estou a criar a nova apresentação, o novo layout, para poder migrar para lá.
Mas, apesar da linguagem desta plataforma ser o php e usar css – que não usei tanto assim, a maioria dos seus utilizadores a sério aconselham a usar Java na sua manutenção e Java… ainda está a leste dos meus conhecimentos. Por isso, cheira-me a nova aprendizagem. Aliás, já está a ser! Mas neste momento está na pausa, pois estou longe do meu computador e de todos os gráficos e notas.
Então, hoje é Dia do Programador e embora não tenha nada a ver comigo ou com o que eu faço ou sei – NADA de programação! -, esta comemoração levou-me nesta viagem down the memory lane! Gostei de “arranhar” estas linguagens em cada um destes momentos. E foi extremamente compensador. Continua a ser.
Se chegou até aqui nesta viagem pelas minhas memórias, fico a dever-lhe um rebuçado!
Grata pela sua presença e pelas suas partilhas, pois, mesmo que de uma forma indireta, ajudam-me a aprender destas e de outras formas.
Bem haja!

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