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5 Passos para abraçar a mudança

Viva!
Bom ano!!!

Mais um ano que começa, com muitos espaços a organizar, muitas ideias a concretizar e as “costumeiras” resoluções, certo? Não. Todos nós sabemos que as resoluções de fim de ano não são duradouras. E porquê? Para começar são demasiadas.
Não costumo aproveitar esta época para tomar decisões e fazer mudanças. Faço-o ao longo do ano, nos momentos em que… acontece.

As pessoas com quem trabalho (em psicoterapia) costumam trazer muita vontade de mudança e, muitas vezes, poucas ideias sobre como fazer essa mudança acontecer ou como torná-la duradoura. E uso muitas vezes o exemplo das resoluções de final de ano. Não é que não sejam do nosso agrado e não queiramos vê-las tomar forma, mas, para começar, queremos mudar muito de uma vez.

1. Escolher

Querer fazer tudo ao mesmo tempo é preparar-se para falhar em grande, pois rapidamente se cansará com o esforço e voltará à rotina a que está acostumada.

Começaria por sugerir-lhe escolher uma mudança, um objectivo, talvez definindo prioridades, avaliando aquilo que é possível fazer no momento.

Por vezes o objectivo é grande demais e parece demasiado trabalhoso ou distante. Então o primeiro passo será decompô-lo em partes, em passos realizáveis. Depois então, mãos à obra, escolhendo um passo e deixando bem claro quais os benefícios que daí irá retirar, como será para si ter conseguido essa mudança, quer seja deixar de fumar, emagrecer, tirar um curso ou meditar diariamente. Assuma o compromisso consigo própria.

2. Como fazê-lo

O que é preciso fazer para tornar essa mudança possível? Escolher um horário para meditar? Acertar o despertador para o acordar mais cedo? Contar com a ajuda de alguém para não a deixar adormecer? Alterar a ordem dos passos da rotina matinal para conseguir sair de casa mais cedo?

Bem sei que pareço contradizer-me, pois são várias sugestões, mas estará apenas a criar as condições para instalar um novo hábito e conseguir uma mudança na sua vida.

Quanto tempo precisará/quererá dedicar a essa nova prática? Quinze minutos, meia hora? Decida e crie as condições para o fazer.

Recordo que comunicar a sua decisão aos restantes habitantes da casa e até pedir-lhes que colaborem poderá ajudá-la a ser bem sucedido no seu intento.

3. Defina um prazo

Não será um prazo para alcançar o objectivo, mas um prazo de tempo durante o qual fará essa prática. Em vez de pensar que irá começar a meditar até ao resto da sua vida ou que deixará de fumar para sempre – é um compromisso muito grande! – preocupe-se apenas em fazê-lo durante determinado tempo.

Se quer começar a meditar diariamente, decida-se a fazê-lo durante um mês e marque o horário na sua agenda durante o mês inteiro. Se quer emagrecer, após decidir como poderá consegui-lo (analisando o que contribui no presente para a manutenção do peso), comprometa-se em manter esse estilo de vida mais saudável durante 2 ou 3 meses. Se quer deixar de fumar, decida apenas não tocar no primeiro cigarro – só é preciso um para voltar, certo?

São truques para a mente apenas, uma espécie de bengalas, sim, mas que podem fazer toda a diferença.

E sabendo que a pesquisa nos indica que são necessárias 3 a 4 semanas para instalar um novo hábito quando essa prática é diária, quando terminar o tempo que definir pode muito bem ter-se tornado um hábito fazê-lo dessa forma e fazer-lhe sentido continuar. E o que é melhor de tudo: sem esforço.

4. Mantenha-se motivada

Continue a motivar-se relembrando a si mesmo o porquê da sua decisão, quais os benefícios que obterá com a mudança/experiência. Manter o seu prémio em vista, ajuda a manter-se focada naquilo que precisa de fazer para o obter e motivada a manter o seu compromisso.

5. Abra espaço para a excepção

Em vez de deixar que aconteça ao acaso, escolha quando pode acontecer. Se quer passar a meditar todos os dias de manhã e ao tocar o despertador pensa “e se hoje dormir mais um bocado e meditar à noite ou amanhã…”, empurre essa preguiça para um dia da semana que tenha escolhido para o efeito, como por exemplo o Domingo.

Se quer treinar a sua mente para não produzir tantos pensamentos de preocupação, mas os pensamentos a que está tão habituado irrompem a todo o momento, defina um horário no seu dia para o fazer e quando esses pensamentos surgirem fora do horário, mantenha firme o pensamento de os “empurrar” para o horário pré-determinado para tal.

Parece estranho? Garanto que, com persistência, funciona. A persistência é a chave, já que aquilo que lhe for habitual irá continuar a surgir naturalmente e sem qualquer esforço até que faça uma nova aprendizagem.

O objectivo deste passo será reduzir os momentos de frustração ou culpabilização porque todos nós temos momentos e falhar um passo faz parte da aprendizagem. Ao definir como e quando deverá acontecer, se acontecer, mantém-se no controlo e motivada a continuar.
E não torne regra a excepção, a não ser que esse seja o seu objectivo.

Muito mais pode ser dito sobre a mudança, mas se as “regras” forem muitas, ela não acontece. Torne a mudança o mais simples que puder, mesmo que os resultados na sua vida sejam avassaladores.

Diversas pesquisas têm demonstrado que a introdução de 15 minutos de meditação de manhã e 15 minutos no final do dia, diariamente, pode ter um impacto positivo enorme sobre a sua auto-estima, auto-eficácia, qualidade do sono e mesmo sobre a saúde. Este é um exemplo de como uma pequena mudança de hábitos, que implica apenas 30 minutos em 24 horas, de uma prática que pode ser muito simples, pode resultar numa grande mudança no nosso bem-estar geral.

Mas mais do que a pesquisa possa indicar sobre o tipo de mudanças que pode fazer na sua vida, a mudança tem de fazer-lhe sentido a si!

Qual a mudança que escolhe implementar na sua vida, agora?

Beijocas,

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