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7 bons hábitos para uma casa mais organizada

Após ter lido, nos últimos meses, tantos artigos de organização, retive em mente algumas dicas daquilo que me pareceram ser bons hábitos de organização e que quero partilhar aqui consigo.

1. Escrever tudo

Antes de mais para libertar a mente. Fazer o download das listas que fazemos na nossa mente pode ser libertador. Acaba-se o receio de esquecer, a necessidade de estar sempre a lembrar para que isso não aconteça e por aí fora. Para além de que apenas confiar na nossa memória pode não ser de todo eficaz.

Houve uma altura em que andava sempre com um pequeno caderno de notas comigo. Hoje em dia, continuo a registar listas e ideias, mas o bloco de notas foi sofrendo upgrades ao longo do tempo.

Desta ou de outra forma, experimente ir tomando notas do que há a fazer. E o prazer e satisfação que dá riscar itens dessas listas à medida que as tarefas vão sendo completadas?

Qual a forma que funciona melhor para si? Um bloco de notas? Um ficheiro no computador que actualiza no final do dia? Ou utiliza uma outra boa ideia?

2. Para cada coisa um lugar

Da mesma forma que o papel pode ser um melhor lugar para anotar ideias e tarefas do que a memória, em casa, cada coisa tem um lugar mais apropriado. Descubra o lugar mais apropriado para cada coisa em sua casa e use-o.

Ao colocar as coisas em cima da bancada da cozinha ou na mesa da sala para arrumar depois estará a iniciar a bagunça, pois parece que coisas fora do lugar funcionam como um imã, resultando num lugar desorganizado em menos de nada. Se as coisas tiverem um lugar, fica mais fácil saber onde colocar, assim como encontrar cada uma delas sempre que necessário.

3. Conter a bagunça

Se existem lugares propícios para despejar as mãos (ou os bolsos), como a entrada de casa, coloque uma taça para esse fim. Ou um cesto, se fizer sentido! Conseguirá um ambiente de aspecto mais limpo e organizado se a desorganização estiver contida.

4. Arrumar com frequência

Não me refiro à casa no geral – não se esqueça que se viver num ambiente demasiado arrumado e de aspecto asséptico, parece que não vive ali ninguém. Mas não se esqueça de ir esvaziando e arrumando com frequência o conteúdo desses cestos e recipientes destinados a conter a bagunça. Poupa tempo e trabalho ao fazê-lo mais amiúde.

5. Em vez de empilhar, arquivar!

Defina um local – que pode ir de um armário a uma gaveta na secretária, ou uma caixa para o mesmo efeito – para colocar todo o correio que chega. E se não o puder fazer diariamente (sejamos realistas), dedique um tempo por semana para separar as contas, cartas e afins, arquivando o que já não necessita de uma acção. Isto também serve para recados da escola, comunicações de passeios, etc.

Quando o papel de acumula, a motivação para lidar com aquela pilha é menor e existe uma maior probabilidade da tarefa ser adiada.

6. Planificar sempre que possível

Diria que, muitas vezes, é aqui que a “porca torce o rabo”, pois o tempo vai passando e há uma tendência a deixar-se a planificação para a última da hora, o que nem sempre resulta tão bem. (calcanhar de aquiles? meu? não!)

Ter um calendário familiar acessível a todos (em vez de apenas na sua agenda do Google), usar um menu semanal (se lhe fizer sentido), seguir um plano de limpeza ou definir o trajecto na saída para as compras podem ser formas de planificar para optimizar.

Com as ideias minimamente organizadas, poupa tempo no momento de as colocar em prática e recursos, antes de mais mentais, por não estar sempre a pensar no que terá ou poderá fazer de seguida. Até nós precisamos por vezes de dizer a nós próprios o que fazer a seguir. Se as coisas estiverem estruturadas, podem fluir melhor.

Sugiro, no entanto, que à planificação se adicione uma boa dose de flexibilidade, pois muitas por vezes temos de fazer alterações ao plano original e, na verdade, pode resultar melhor ainda.

Que rotinas tem planificadas? Como funciona para si o simples facto de fazer essa planificação?

7. Eliminar o acessório do acessório

Agora compliquei, não?

Não digo manter apenas o essencial porque não sou minimalista, porque gosto de algum conforto dos sentidos e a própria definição de essencial e acessório varia de pessoa para pessoa, de lar para lar. Mas quantas vezes, por força das circunstâncias, temos coisas em duplicado? Se só conseguimos usar uma de cada vez, não devemos precisar da segunda, certo?

Guardar só porque se uma se avariar ou partir, já temos sobresselente não me parece uma boa opção. Pode haver mais alguém que necessite e que fará bom uso daquilo. Enquanto isso, deixamos de quase querer que aquilo avarie ou se parta, para que o sobresselente passe a uso e deixe de ocupar espaço no armário ou de andar de um lado para o outro. Soa familiar?

Duas boas regras a assumir para procurar evitar os duplicados (pelo menos aqueles que entram em casa pela nossa própria mão) são:

  • seguir o hábito número 2 desta lista, pois se cada coisa estiver no seu lugar não compra outra por achar que “perdeu” a primeira ou apenas porque se esqueceu que a tinha;
  • entra uma, sai uma – regra que funciona lindamente para o roupeiro (mas não só!). Entra uma camisola, sai outra. Sem rigidez e sempre que faça sentido – sem arranjar desculpas, viu?! rsrs

E pronto.
Claro que esta lista não é uma solução mágica e pode nem ser a lista que resulte melhor para si!

Permita-se uma experiência em 3 passos, que li algures (não me lembro onde, se souber…) e que adapto conforme o que me faz mais sentido no momento:

  • durante uma semana tome nota apenas dos seus hábitos no que diz respeito à organização/desorganização no seu espaço/dia, sem querer alterar nada ainda;
  • tome então nota de todos os espaços que considera serem “complicados” na sua casa, mas especificando (não indique a casa de banho das crianças, mas a bancada da casa de banho das crianças) e compare ideias em casa (verifique se  alguém nomeia algum local que não considere como tal);
  • compare estas informação e procure adaptar soluções de organização aos seus hábitos diários sem ter de os alterar (muito). Um bom exemplo seria verificar que chega a casa e despeja tudo o que traz nas mãos no sofá da entrada, cuja solução poderia passar por colocar ali um bengaleiro e um cesto ou uma taça para colocar esses pertences. Talvez até tenha espaço para colocar um para cada elemento da família que faça o mesmo!? Ou talvez possa ser como eu e ir colocando nas escadas coisas que tem de levar para cima, para as arrumar apenas quando subir. Pode colocar um cesto nos últimos degraus, só para esse fim. Pessoalmente nunca passei à fase do cesto porque as coisas não ficam muito tempo nos degraus.

Enfim… por aí.
Adapte. Veja o que funciona melhor para si e implemente-o no seu dia-a-dia.

E por hoje é só!
Votos de uma noite estrelada, com temperatura a gosto e boas ideias de organização,

(Este é o dia #18 do Projecto 31 Dias de Organização em Casa. Se não está a acompanhar o projecto, pode ver a lista dos espaços já cobertos até à data no primeiro artigo, clicando no link. E não se esqueça que continua a decorrer o mosaico sob o tema Organização em Casa, onde poderá participar até ao final deste projecto!)

12 Comments

  1. Elizangela

    Ei Sofia!!!
    Amei suas dicas!!!Eu e a organização vivemos de cara feia uma para a outra..eu arrumo e eu mesmo bagunço e ai fico estressada e torno a arrumar e com isso perco tempo precioso!!!
    Estou melhorando…por isso amo ler dicas de organização!
    Amei seu cantinho!
    beijos

    • Sofia Morgado

      Oi Elizangela! Fico contente por ter gostado! Volte sempre que quiser! Comigo também sempre foi arrumar, desarrumar, arrumar… e por aí, mas algumas das dicas que tenho visto e tenho experimentado têm tido resultados mais duradouros. Por isso, vale sempre a pena ir experimentando dicas! 😉
      Beijos de boa semana!

    • Sofia Morgado

      Oi Maria! Que bom! Eu estou a trabalhar neles, uns são mais recentes do que outros nas minhas rotinas, uns mais fáceis de adquirir do que outros… mas tenho-me esforçado por colocá-los em prática! A work in progress! 😉
      Beijos

  2. Luísa Lima

    Gostei de ler as suas dicas. Ótimo. Muitas vezes o que nos falta é começar e manter. No meio da minha organização preciso de ter um cantinho onde deixo ficar algo fora do local pois de outro modo até parece que não vive ninguém cá em casa.
    Beijinho,
    Luísa Lima

    • Sofia Morgado

      Olá Luísa,viva!
      Como concordo! Muitas vezes começo e não acabo, mas estas dicas/princípios continuam a ser-me úteis. Para além de que aquilo que partilho publicamente exerce uma influência positiva em mim. Dou-lhe o poder de me manter mais facilmente na linha. 😀

      E manter o local arrumado, mas acolhedor e permitir-se vivenciá-lo é muito importante. Especialmente quando há crianças em casa. É deixá-las desarrumar, brincar e ser crianças. Com limites flexíveis. Arrumando aquilo que já não estão a usar nas brincadeiras. Esse cantinho em que algo fica fora do sítio tem o mesmo efeito. 😉

      Grata pela visita e pela partilha!
      Beijinho

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